segunda-feira, outubro 30, 2006

Quando eu era...




Quando eu era criança (eu devia ter uns 10 para 11 anos) eu me apaixonei.Pela primeira vez eu sentia o que era amor.Me apaixonei pelo filho do meu vizinho, que por coincidência se chamava Joel, mas todos chamavam-o de Iel.

Ah...eu pagava um sapo por ele, ele era lindo...tinha olhos verdes, cabelos cacheados, dentes lindos...lindo.Mas tinha um porém...era um amor platônico, ele nunca me dava bola, pensando bem acho que ele até se aproveitava disso.

Quando eu o via...pronto...tinha frio na barriga, fazia gracinhas estúpidas que só de pensar dá vergonha.Todas as meninas da escola e do bairro eram loucas por ele. Inclusive a minha maior inimiga da escola namorou ele.Que ultraje!!!!Mas nunca tive a chance de ficar com ele.

Aliás éramos água e vinho...não tínhamos muito em comum, não tínhamos nada em comum.

A minha paixonite durou acho que até os 15 anos, 16 anos..depois disso nossos caminhos se desencontraram, mas de vez em quando o via de longe e aquele frio na barriga insistia em voltar, insistia me deixar constrangida...como uma idiota.

Os anos se passaram e muito tempo depois nos encontramos,nessa época eu já estava adulta, já tinha beijado muitoooooo na boca penso que devia estar com 25...26 anos, tinha um emprego legal...meu carrinho...estava de bem com a vida.

Acabamos "ficando".Sim finalmente nesse dia eu o beijei, abracei...depois de praticamente uns 15 anos...eu beijara aquela boca que tanto tinha sonhado!!! Que tanto eu tinha desejado!!!

E então??? Desencanei...não era nada daquilo que eu imaginava, acho que era mesmo uma questão de querer e não poder, questão de não ter...ou simplesmente o tempo tinha passado e meus sentimentos infantis, juvenis ...tinham me enganado.Meu puro amor...tinha se acabado pelo Iel, era o fim de tudo...

Depois disso não o vi mais, nunca mais. Quando estava na Holanda acho que uns 2...anos mais ou menos fiquei sabendo através de minha mãe que ele teria sofrido um acidente de moto e tinha falecido instantaneamente.Foi um choque.

Quero dizer o seguinte: o que tem que ser é.Ele não estava no meu destino e eu na época da adolescência não vi isso, não enxerguei...

Deus sabe o que coloca em nossas mãos e o porquê o coloca.As vezes nos machucamos, caímos... queremos morrer, achamos que nada dá certo...que tudo dá certo somente para os outros e para nós tudo é mais difícil. Não o é, todo mundo tem sua cara metade, todo mundo tem o seu destino....

Claro que não podemos ficar sentadinhas esperando tudo cair do céu, mas não podemos sair por aí nos atirando em cima de qualquer um, não podemos deixar ninguém nos pisotear. No.....

Temos que ter amor próprio e sair do cenário quando nos cabe, mas sair de cena com decência e cabeça erguida.

Como eu sempre digo: o mundo dá muitas voltas e nada...nadinha é impossível.Aliás tudo é possível...basta você acreditar.


E para terminar um trecho do livro: "Ele simplesmente não está afim de você", da Liz e do Greg...autores do Sex and the city:

Essas palavras podem gerar controvérsias, mas vou dizê-las mesmo assim. Por mais fortes e verdadeiros que sejam seus sentimentos por alguém, se essa pessoa não for capaz de retribuí-los, completa e sinceramente, e assim amar você de forma concreta, esses sentimentos não significam nada.

É claro que eles podem parecer poderosos, profundos, míticos, em alcance e proporções.

Você pode até "nunca ter sentido nada parecido antes". Mas, quem se importa? Se a pessoa que você "ama" (observe as aspas desdenhosas nessa palavra) não é capaz de passar os dias pensando em você, com você, isso não é amor verdadeiro. "

Um comentário:

Eliana disse...

Só passei pra contar que fiz a receita da massa que vc deu aí em baixo! Ficou mesmo uma delícia...e é super fácil de fazer...e o melhor de tudo...fazer tudo em uma panela só...não suja quase nada de louça! ahahaha Afinal digá-se de passagem, eu ainda não tenho lava-louças!
Mas falando da sua história...já passei por algo parecido. Realmente...o que quando tem que ser...é! Beijos